Esporte

Mundial da Surpresa na Rússia

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Por Jairo Máximo

Madri, Espanha ― (Blog do Pícaro)  ― Depois de acompanhar in loco a vigésima Copa do Mundo de Futebol Brasil 2014, tudo fazia prever que a 21ª edição do torneio, que se realizaria na Rússia, em 2018, não ia ser tão traumática para os russos, como o do Brasil foi para os brasileiros.

Sediar ópio do povo saiu caro demais para a sociedade brasileira. O efeito colateral daquela hedonista aventura ainda é palpável no bolso da nação. A ferida vai demorar em cicatrizar.  Além disso, a derrota e a humilhante goleada da Alemanha foi a gota d’água que transbordou o vaso. Abriu a caixa de pandora da corrupção no país, tanto no meio-campo como na lateral-direita e esquerda.

Resultado de imagen de poster do filme De Russia com amor

Cartaz do filme De Rússia com amor (1963), dirigido por Terence Young.

Da Rússia com Amor. Assistir na TV aos jogos da Copa do Mundo da Rússia, sentado no sofá da sala, foi constatar a sua surpreendente imprevisibilidade. Em termos futebolísticos, uma maravilha. Artisticamente, tatuadíssimos. Fisicamente, estilizados e bem penteados. Informativamente, zero à esquerda, a grande Rússia não apareceu nas notícias. No torneio participaram 32 seleções que disputaram 64 jogos. Colocou-se em evidência que as conhecidas potências do gramado -até ontem- fazem parte do passado. Alemanha, Argentina, Brasil, Espanha, França, Holanda, Inglaterra, Itália ou Uruguai já não impõem mais aquele medo e desassossego ao rival no terreno de jogo. Os emergentes, bem treinados, deste Mundial são a Bélgica, Croácia, Nigéria, Japão, Suécia, Islândia. A técnica está globalizada e a igualdade impera entre as equipes. Na Rússia levantaram a Copa do Mundo os azuis, da mestiça França, do técnico Didier Deschamps, a segunda seleção mais jovem do campeonato, somente superada pela Nigéria, das águias. Mas também poderiam tê-la levantado os ardentes, da pequena Croácia, o país das mil ilhas, de Luka Modrić -eleito o melhor jogador do torneio-; ou ainda os diabos vermelhos, da bela equipe da Bélgica, um mosaico de identidades, sob as ordens do técnico espanhol Roberto Martínez, com Thibaut Courtois -eleito o melhor goleiro-, e Romelu Lukaku, como uma camisa 9 invisível. No obstante, também poderiam ter levantado a Copa do Mundo os três leões, da Inglaterra. O inglês Harry Kane foi o artilheiro do torneio, com seis gols em seis jogos.

Bola fora. Segundo o prognóstico do diário espanhol El País, as seleções com mais probabilidades de ganhar o Mundial de Futebol da Rússia eram Brasil, Alemanha, Espanha e Portugal. Não acertaram nenhuma. Os metadados enganam. Não prevêem o imprevisível. “Usamos dados de mais 32 mil jogos, 150 seleções, 350 times e 800 jogadores”, explicou o diário.

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Grafite encontrado em Madri. / Foto: Jairo Máximo

Controle antidopagem.  Todos os jogadores participantes da competição passaram por controle antidoping antes do jogo, em dias de jogo e pós-jogo. De janeiro de 2018, até a grande final de julho, foram realizados 2.037 testes. Somente três deles são suspeitos. Entretanto, o amoníaco que os anfitriões cheiraram em público, a FIFA não considera como uma droga. Segundo o técnico russo, Stanislav Cherchésov, seus homens utilizam esta substância para conseguir maior rendimento no campo. “Como tudo mundo”, justifica.

O VAR te vê. A implantação do VAR (árbitro assistente de vídeo) neste Mundial é a comprovação que a modernidade chegou ao gramado. Eram 35 câmeras instaladas em cada um dos 12 estádios. Quando o VAR via um pênalti contra, imediatamente era maldiçoado. Quando era a favor, idolatrado. Simular pênaltis e faltas, como tão mal faz o brasileiro chorão Neymar, ou dar violentas cotoveladas, como tão bem faz o espanhol Sérgio Ramos, já não engana mais ninguém. A partir de agora é cartão amarelo e meme seguro. O VAR te vê de Rússia.

Gestos nobres. Observar os torcedores japoneses -outra vez- limparem o lixo dos estádios russos, depois dos jogos da sua seleção, é confortante. No Mundial de Brasil eles foram notícia por este exemplar gesto. Na Rússia, antes de voltar pra casa, eles fizeram uma faxina em seu vestiário e deixaram uma nota manuscrita, escrita em russo, agradecendo a hospitalidade do povo local, acompanhada de diversos origamis de presente. O saber estar dos torcedores e jogadores ―filhos do Sol Nascente― é de tirar o chapéu. Estes gestos deveriam ser imitados por todos os participantes das próximas Copas do Mundo.

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Vladimir Putin pop arte retrato.

A solidão de Putim. Avistar a solidão do expansionista Vladimir Putin, na tribuna de honra, na abertura oficial do torneio, é uma imagem significativa.  Nenhum líder mundial quis dar a cara ou se sentar ao seu lado. Por deferência diplomática, na grande final, em Moscou, lhe acompanharam Kolinda Grabar-Kitarović, presidenta da Croácia; Emmanuel Macron, presidente da França, e Gianni Infantino, presidente da FIFA. “Todos estamos apaixonados por este país”, declarou Infantino. “Agradecemos os milhões de boas palavras sobre Rússia e ao nosso povo. Estamos felizes que os visitantes nos viram com os seus próprios olhos e que tenham desaparecido mitos e preconceitos”, afirmou Putin, durante um ato cultural no Teatro Bolshói, na véspera da grande final.

Bicos de ouro. Muito obrigado, Mediaset Espanha, por oferecer em TV aberta, em Cuatro TV e Telecinco, todos os jogos da Copa. O que é sofrível é ter que suportar o blá-blá-blá de seus comentaristas partidários, que atuam como empresários futebolísticos. A bola rolando no meio-campo e eles analisando o sexo dos anjos. A grande final disputada entre França e Croácia foi o jogo mais visto na Espanha desde a final da Copa de Mundo no Brasil, em 2014.

Pátrios. Antes de a Espanha ser eliminada em oitava pela Rússia, considerada a seleção mais fraca do torneio segundo o ranking da FIFA, diversos jornalistas espanhóis davam como inevitável que a vermelha, a seleção do “tiki taka”, estaria na grande final em Moscou. Não calcularam as consequências da demissão fulminante do técnico Julen Lopetegui -horas antes da abertura da competição- e a consequente rebelião liderada por alguns jogadores, que teve que ser sufocada na intimidade do vestiário. O mesmo passou com a canarinha, que chegou a Rússia posando de campeã, sem ter jogado nenhuma partida. Contar com as duas pérolas mais caras do mundo, Neymar e Coutinho, não garante a vitória.

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Grafite encontrado em São Paulo durante a Copa do Mundo Brasil 2014. / Foto: Jairo Máximo

Passe da morte. Para o Brasil sonhar em ganhar o próximo mundial de futebol, que se realizará em Catar, em 2022, o técnico Tite deveria aplicar nos seus canários a fórmula mágica: menos egos, menos cabeleireiros + psicólogos= Goleada do Brasil. Ao mesmo tempo, deveria ensinar aos canarinhos cantarem na hora certa. Cantar o Hino Nacional fora de hora ou a grito não ganha a Copa. Nem no Brasil nem na Rússia. No jogo contra o México, a organização do evento abortou esta nacionalista indisciplina coletiva e colocou no máximo volume o Hino Nacional mexicano, no seu justo tempo.

Campeão do meme. Ver Neymar da Silva Santos Júnior (1992, Mogi das Cruzes, São Paulo) chorando como uma Maria Madalena, pouco depois da seleção ganhar, com dificuldade, da seleção da Costa Rica, na fase de classificação, era um mau presságio nacional globalizado. Muito choro e pouco futebol. “Eu vim aqui para ganhar, não para outra coisa”, declarou Neymar Júnior, pós-jogo. Em seguida, em jogo das quartas de final, os diabos vermelhos devoraram os canarinhos, sem esforço. Cair perto da trave do inimigo dando voltas desnecessárias desfaz o penteado de qualquer um. A corte -cabeleireiros, estilistas, especialistas em jogos de azar, músicos- a serviço de Neymar que o digam.

Outro meme. Neymar acaba de gravar um spot publicitário de autoajuda -e ganhar uma fortuna com ele- para tentar limpar sua imagem, depois das críticas que recebeu por sua atuação no Mundial da Rússia. No spot – artificial com ar evangélico-, o menino mimado redime-se dos seus pecados e pede ajuda ao povo brasileiro. “Às vezes eu exagero mesmo. (…) Você pode continuar jogando pedra, ou pode jogar essas pedras fora e me ajudar a ficar de pé. E quando eu fico de pé, parça, o Brasil inteiro levanta comigo”. Que cara dura, patrício!

Para a revista alemã Der Spiegel o spot é “patético” por tentar transformar o jogador em uma pobre vítima. Ao mesmo tempo, Neymar não está na lista dos 10 melhores jogadores da temporada 2017-2018, candidatos ao prêmio The Best. Quem sabe pratique o esporte errado. Deveria patinar com o japonês The Best, Yuzuru Hanyu, campeão do mundo de patinagem artística sobre gelo. O Mundial da Rússia era para Neymar encontrar a glória, contudo, encontrou a perdição.

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Torcedores brasileiros “seguram” Neymar Júnior, pouco antes da abertura da Copa do Mundo Brasil 2014, em São Paulo. / Foto: Jairo Máximo

Sangue novo. As novas estrelas do firmamento futebolístico atual são o garoto prodígio francês Kylian Mbappé, os belgas Eden Hazard e Romelu Lukaku, o inglês Harry Kane, o iraniano Mohamed Salah, o croata Luka Modrić, o francês Antoine Griezmann, o francês descendente de angolanos Blaise Matuidi, entre outras.

Imposto é para todos. O egocêntrico português Cristiano Ronaldo e o argentino Leo Messi vão perdendo fôlego no terreno de jogo. A idade não perdoa. Seus problemas com a Justiça espanhola são dolorosos. Fraudaram, declaram-se culpados, fizeram um pacto com a justiça e pagaram multas astronômicas. Logicamente que não estão sozinhos. Na seleção de fraudadores internacionais encontramos James Rodríguez, Falcao, Dani Alves, Di María, Alexis Sánchez, Luka Modrić, Mascherano, entre outros jogadores de futebol. Messi e CR7 foram condenados a dois anos de cadeia, que não cumpriram. Se a sentença tivesse sido de dois anos e um dia, outro cantar seria. Quem sabe, neste momento, estariam ambos organizando a Liga da Cadeia, Espanha 2018.

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Rumo a Catar 2022. Foi surpreendente observar as centenas de torcedoras iranianas entrar nos estádios russos para animar a sua seleção nacional  e o craque Mohamed Salah. Esperamos que na Copa do Mundo de Catar 2022, encontremos mais mulheres nos estádios, em particular árabes. ●

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Deportes

Mundial Sorpresivo en Rusia

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Por Jairo Máximo

Madrid, España ― (Blog do Pícaro) ― Después de acompañar in situ el XX Mundial de fútbol Brasil-2014, todo hacía pensar que la  XXI edición del torneo, que se disputaría en Rusia, en 2018, no iba a ser tan traumático para los rusos como el de Brasil lo fue para los brasileños.

Albergar el opio del pueblo salió demasiado caro para la sociedad brasileña. Los efectos colaterales de aquella hedónica aventura aún perviven en el seno de la nación. Las heridas van a tardar en cicatrizar. La humillante goleada (1-7) ante Alemania resultó ser la guinda. Abrió la caja de pandora de la corrupción en el país; tanto en medio del campo como en la zaga derecha e izquierda.

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Cartel de la película Desde Rusia con amor (1963), dirigida por Terence Young.

Desde Rusia con amor. El Mundial de fútbol Rusia-2018, mestizo y seductor, visto desde el sillón de casa, fue sorpresivo. Irreprochable. Futbolísticamente, una maravilla. Artísticamente, tatuadísimos. Físicamente, estilizados y bien peinados. Informativamente, cero a la izquierda. Aparentemente Rusia no existió. El torneo contó con la participación de 32 selecciones que disputaron 64 partidos. Evidenció que la superioridad aplastante de unos pocos ante otros forma parte del pasado. Alemania, Argentina, Brasil, España, Francia, Holanda, Inglaterra, Italia o Uruguay, no imponen más aquél miedo y desasosiego al rival en el terreno de juego. Los emergentes ―bien entrenados― de ahora son Bélgica, Croacia, Nigeria, Japón, Suecia, Islandia. La técnica está globalizada y la igualdad rige entre todos. En Rusia, alzaron la Copa del Mundo Los Blues, de la mestiza Francia, entrenada por Didier Deschamps, la segunda selección más joven del campeonato, solo superada por Las Águilas, de Nigeria. Pero también podrían haberla alzado Los Ardientes, de la pequeña Croacia, el país de las mil islas, de Luka Modrić ―elegido mejor jugador del torneo―; o aún Los Diablos Rojos, de Bélgica, un mosaico de identidades, bajo las órdenes del entrenador español Roberto Martínez, con Thibaut Courtois ─elegido mejor portero─, y Romelu Lukaku, como falso 9. Igualmente podrían haber alzado la Copa del Mundo Los Tres Leones, de Inglaterra. El inglés Harry Kane fue el “pichichi” del Mundial, con seis goles en seis partidos.

Balón fuera. Según la predicción del diario español El País los equipos llamados a ganar el Mundial de Rusia eran Brasil, Alemania, España y Portugal. No acertaron ni una. Los metadatos engañan. “Hemos usado datos de más de 32.000 partidos, 150 selecciones, 350 clubes y 800 jugadores”, explicó el diario.

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Grafiti encontrado en Madrid / Foto: Jairo Máximo

Control antidopaje. Todos los jugadores participantes del torneo han pasado por control antidopaje pos juego y en días de juego. Desde enero pasado se realizaron 2.037 test. Sólo tres de ellos son sospechosos. Sin embargo, el amoníaco que los anfitriones inhalaron en público, la FIFA no lo contempla como droga. Según el entrenador ruso, Stanislav Cherchésov, sus hombres utilizan esta substancia para conseguir un mayor rendimiento en el campo. “Como todo mundo”, justifica.

Veo. Veo. La implantación del videoarbitraje (VAR) en el Mundial de Rusia es la evidencia de que la modernidad ha llegado al campo de juego. Eran 35 cámaras instaladas en cada uno de los 12 estadios. Cuando el VAR pillaba una pena máxima, al momento era cuestionado. Cuando era a favor, idolatrado. Tirarse en la piscina, como tan mal lo hace el brasileño Neymar, o propinar violentos codazos, con nocturnidad y alevosía, como tan bien lo hace el español Sergio Ramos, ya no cuela. A partir de ahora es tarjeta roja y meme seguro. El VAR te ve desde Rusia.

Gestos que cantan. Avistar los japoneses ―una vez más―limpiando la basura de los estadios finalizado los juegos de su selección es reconfortante. En Brasil dieron el cante en la grada con este ejemplar gesto. En Rusia, antes de abandonar la competición ellos limpiaron sus vestuarios, y dejaron una nota, escrito en ruso,  agradeciendo la hospitalidad del pueblo local, acompañado de diversos origami* de regalos. Este saber estar de los nipones es de agradecer. El ejemplo debería cundir en las selecciones participantes en el futuro.Resultado de imagen de Vladímir Putin pop-art retratoLa soledad de Putin. Divisar la soledad del expansionista presidente Vladímir Putin, en el palco de honor en la abertura oficial del torneo, es una imagen significativa. Ningún mandatario quiso dar a la cara o sentarse a su lado. Por deferencia diplomática, en la gran final en Moscú, le acompañaron Kolinda Grabar-Kitarović, presidenta de Croacia; Emmanuel Macron, presidente de Francia, y Gianni Infantino, presidente de la FIFA.  “Todos nos hemos enamorado de este país”, declaró Infantino. “Agradecemos los millones de buenas palabras sobre Rusia y nuestro pueblo. Estamos contentos de que los aficionados hayan visto todo con sus propios ojos y que hayan desaparecido mitos y prejuicios”, afirmó Putin, durante un acto en el Teatro Bolshói, en la víspera de la gran final.

Piquitos de oro. Hay que agradecer a Mediaset la emisión en abierto de todos los partidos del torneo. Lo duro es tener que soportar a sus comentaristas partidistas, que actúan como empresarios futbolísticos. La pelota rodando en el campo y ellos por los cerros de Úbeda. Igualmente fue cansina la publicidad abusiva de los programas de la cadena durante los partidos. La serie La Verdad fue un caso particular. Anunciar, anunciar, y no emitir sin avisar. La final disputada entre Francia y Croacia se convirtió en el encuentro entre selecciones más visto en España desde la final del Mundial de Brasil en 2014.

Patrios. Antes de España ser eliminada en octavos ante Rusia, considerada el rival más débil del torneo según el ranking FIFA, diversos periodistas españoles daban por sentado que La Roja, la selección del “tiquitaca”, estaría en la final en Moscú. Subestimaron las consecuencias de la dimisión fulminante del entrenador Julen Lopetegui ─horas antes de empezar la competición─, y la consiguiente intentona de rebelión llevada a cabo por algunos jugadores, que tuvo que ser sofocada en la intimidad del vestuario. Lo mismo ha pasado con la brasileña Canarinha, que aterrizó en Rusia posando como campeona, a no va más, sin haber disputado ninguno partido. Tener las dos perlas más caras del mundo, Neymar y Coutinho, no garantiza la victoria. Pobres ilusos; no lusos.

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Grafiti encontrado en São Paulo durante el Mundial de fútbol Brasil-2014. / Foto: Jairo Máximo

Pase de la muerte. Para que Brasil sueñe en ganar el Mundial de fútbol Qatar-2022, Tite ─su entrenador─ debería experimentar en sus hombres la fórmula mágica: Menos mi-mi, menos peluquero + psicólogos = Goleada de Brazil. También, enseñar a respetar el protocolo. Cantando el himno nacional brasileño fuera del tiempo estipulado no se gana la Copa del Mundo. Ni en Brasil ni en Rusia. En el duelo contra México la organización del evento abortó esta indisciplina nacionalista, y puso a todo meter el himno nacional mexicano, en su tiempo.

Campeón del meme. Ver a Neymar llorando a cántaros, después de que Brasil ganara con dificultad a la selección de Costa Rica, en la fase de clasificación, era un mal presagio nacional globalizado. Mucho llanto y poco fútbol. “He venido aquí para ganar, no para otra cosa”, declaró Neymar, a pie de campo, pos juego. A continuación, en cuartos de final, Los Diablos Rojos ganaron, sin esfuerzo, a la Canarinha. Tirarse a la piscina o salir dando volteretas despeina a cualquiera. Qué lo digan los toiss ─peluqueros, estilistas, especialistas en juegos de azar, músicos─, a servicio de Neymar.

Otro meme. Neymar da Silva Santos Júnior (1992, Mogi das Cruzes, São Paulo) acaba de grabar un spot publicitario de autoayuda ―y ganar una pasta gansa con él― para intentar mejorar su imagen tras las críticas que recibió por su actuación en el Mundial de Rusia. En el spot ―artificial con tintes evangélico―, el niño mimado se redime de sus pecados y pide ayuda al pueblo brasileño. “Sin duda, muchas veces exagero. (…) Usted puede continuar tirándome piedras o puede tirar esas piedras fuera, y ayudarme a poner de pie. Cuando me pongo de pie, colega, todo Brasil se levanta conmigo” ¡Qué jeta tienes, paisano!

La revista alemana Der Spiegel consideró el spot publicitario “patético” por intentar transformar al futbolista en una víctima.  Al mismo tiempo, Neymar no aparece en la lista de los 10 mejores futbolistas de la temporada 2017-2018, candidatos al premio The Best. A lo mejor se equivoca de deporte. Debería intentar hacer pareja con el japonés The Best, Yuzuru Hanyu, campeón mundial de patinaje artístico sobre hielo. El Mundial de Rusia era para que Neymar saliera a hombros, sin embargo, salió tocado.

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Aficionados brasileños “sujetan” Neymar en la apertura del Mundial de fútbol Brasil-2014, en São Paulo. / Foto: Jairo Máximo

Sangre nuevo. Las nuevas estrellas en el firmamento futbolístico actual son el niño prodigio francés Kylian Mbappé, los belgas Thibaut Courtois, Eden Hazard y Romelu Lukaku, el inglés Harry Kane, el iraní Mohamed Salah, el croata Luka Modrić, el francés Antoine Griezmann, el francés de ascendencia angoleña Blaise Matuidi, y otras.

Hacienda somos todos. El egocéntrico portugués Cristiano Ronaldo y el argentino Leo Messi, van perdiendo fuelle en el terreno de juego. La edad no perdona. Sus problemas con la Hacienda y Justicia son dolorosos. Defraudaron, se declararon culpables y pactaron el pago de multas millonarias a la Hacienda española. Por supuesto que no están solos. En la selección de defraudadores internacionales figuran: James Rodríguez, Falcao, Di María, Alexis Sánchez, Dani Alves, Modrić y Mascherano. Messi y CR7 han sido condenados a 2 años de cárcel, que no han cumplido. Si la sentencia judicial hubiera sido de 2 años y un día, otro cantar sería. Estarían ambos, quizás, organizando el World Cup de la Cárcel, España-2018.

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Rumbo a Qatar-2022: Fue sorprendente ver a centenares de mujeres iranís acudir a los estadios rusos para animar a su selección. Esperamos que en el Mundial de fútbol Qatar-2022, encontremos más mujeres, en particular árabes. ●

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*Origami – Arte que consiste en el plegado de papel sin usar tijeras ni pegamento para obtener figuras de formas variadas, muchas de las cuales podrían considerarse como esculturas de papel.

Nota del autor: Artículo publicado en el MegacínACPE.

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Sociedade

Aberto por Férias

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Ilustração: Pólvora Cream

Por Jairo Máximo

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Madri, Espanha ―(Blog do Pícaro)― Quando desembarquei em Madri, num dia luminoso de outono, no final da década dos 80, vindo de São Paulo ─a terra da garoa─ todos me diziam: “você vai adorar o verão madrilenho”. Logicamente que foi assim. Tiro e queda.

Dias longos a 40º C na sombra. Variadas atividades culturais da temporada Los Veranos de la Villa, realizadas nas ruínas da antiga muralha árabe da capital. As quermesses de São Antônio, em junho; e as de São Caetano, São Lorenzo e A Paloma, em agosto. As sessões de cinema ao ar livre no parque La Bombilla. As calimas* procedentes do deserto do Saara, norte da África. As lavagens diárias das ruas para refrescar o ambiente. O ar cultural pós-movida madrilenha que se respirava. As tranquilas visitas ao Museu do Prado e ao Jardim Botânico. O desfrute de belas praças, sem bares e com banheiros públicos asseados etc.

Sem gente, sem carros…

Quando chegou a década de 90, continuei constatando in loco que durante o verão, Madri era o lugar ideal para se estar se conhecias às possibilidades que ela te oferecia. Ver a emblemática avenida Gran Vía ―sem gente e sem carros― era uma imagem iconográfica diária.  Ouvir o silêncio na hora da siesta* era possível. Ao mesmo tempo, nas sextas-feiras, os operários da construção, por norma geral, trabalhavam até ao meio-dia, e não como agora, a qualquer hora do dia.

gil e cateno (palco)

Caetano Veloso e Gilberto Gil, em 1944, durante Los Veranos de la Villa. / Foto: Gonzalo Quitral (Arquivo Blog do Pícaro)

Entretanto, o que mais me surpreendia ―para bem― era que quando chegava agosto era possível encontrar em qualquer lugar da cidade o cartaz Cerrado por Vacaciones (Fechado por Férias). “Era uma tradição madrilenha”, me explicavam. “Faz muito calor aqui. Quase todo mundo vai pra praia ou cidade natal”.

No início do século 21, a essência do verão madrilenho continuava idêntica. Nem a implantação do euro, nem a globalização transformaram esta dinâmica. Os cartazes Fechado por Férias continuavam sendo exibidos nas portas dos comércios. Contudo, a de partir de 2008, no auge da crise econômica, que começou nos Estados Unidos e alcançou Espanha, Grécia, Itália, Irlanda e Portugal, tudo mudou rapidamente. Aqueles particulares cartazes foram desaparecendo e um novo estilo de vida foi se introduzindo na rotina diária da sociedade madrilenha.

Hoje em dia, a capital está open 24 horas. Os madrilenhos estão perdendo seu habitat natural. Vive-se a explosão do turismo e o boom do mercado imobiliário. Suas praças são bares de dia e estacionamento ─de mesas e cadeiras─ de noite. Ao mesmo tempo, centenas de prédios residenciais vivem a febre dos apartamentos turísticos, que em muitas ocasiões geram desagradáveis contratempos aos moradores locais. Turistas incivis à vista!

As quitandas de ontem são padarias que vendem pão com “levedura mãe”. A antiga sapataria é bar que serve café da manhã, almoço, jantar e até drinque de madrugada. Vários cinemas históricos localizados na Gran Vía e imediações são lojas de roupas de grife. As franquias de todo tipo imperam no coração da Madri histórica.

Antes, o verão madrilenho tinha seu peculiar encanto, ou melhor, ainda tem para os nostálgicos. ●

*Calima: Nevoeiro seco; fenômeno meteorológico que consiste na presença na atmosfera de pequenas partículas de areia ardente do deserto.

*Siesta: Tempo destinado para dormir ou descansar depois do almoço.

• N. do A. ─ Crônica publicada em espanhol no diário ABC (19.7.2018) e no MagacínACPE.

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Literatura

73 días vagando por Brasil

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Por Jairo Máximo

Madrid, España – (Blog do Pícaro) – Cuando un día por la Red aquél joven alocado prometió para aquella luminosa joven brasileña que le enviaría de regalo la biografía del torero sevillano Juan Belmonte, matador de toros (1935), escrita por el periodista y escritor sevillano Manuel Chaves Nogales, no sabía que el libro estaba agotado en las librerías españolas. Lo prometido es deuda; piensa él.

La última edición que ha llegado al mercado las data de 2009, y fue la que él envió con alegría, el día 5 de marzo de 2018. El ejemplar destinado a la joven brasileña había sido un regalo personal de un editor catalán para ayudarlo en la preparación del artículo A pecho descubierto dedicado a Manuel Chaves Nogales (1857-1944) que él estaba elaborando.

En una librería a la cual el joven acude con frecuencia, le han dicho un día, sin especulaciones: “Nosotros te conseguiremos otro ejemplar de la biografía de Juan Belmonte (1892-1962). Puedes enviar tu ejemplar para la muchacha brasileña”.

¡Dicho y hecho!

Goma de borrar en mano, él pasó varios días borrando las observaciones  que había hecho en los márgenes de las páginas, por defecto profesional.

El tiempo pasó… Sin embargo, su inquietud aumentaba diariamente con el paso del tiempo, porque el libro no llegaba a la destinataria brasileña, y la librería española tampoco encontraba ningún ejemplar disponible en el mercado. Ni de segunda mano; todo agotado.

Él dejó de dar vueltas al tema y partió de cero. Decidió perdonar al correo brasileño porque el envío coincidió con una huelga de los carteros,  y la librería que hizo lo que pudo. Pensaba en la próxima correspondencia y en cómo conseguir dos nuevos ejemplares de la biografía del torero Juan Belmonte.

Después de meses, el día 10 de mayo, la librería se puso en contacto con él: “Joven, hemos encontrado un ejemplar de la biografía de Belmonte. Una edición de 1970, en dos volúmenes, con una entrevista “extra” con el torero hecha en 1954, ocho años antes de suicidarse. Aquí está”.

Exactamente, diez días después, el día 18 de mayo, la joven brasileña avisa que el libro llegó a su destino, tras vagar 73 días por Brasil.

La vida es mágica; pensó él.

Y se puso “feliz” por todos. •

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Literatura

73 dias vagando pelo Brasil

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Manuel Chaves Nogales em Londres nos anos 40 do século passado. / Foto: Arquivo Pilar Chaves.

Por Jairo Máximo

Madri, Espanha ―(Blog do Pícaro)― Quando um dia pela Internet aquele jovem desvairado prometeu para aquela luminosa jovem brasileira que lhe mandaria de presente a biografia do toureiro espanhol Juan Belmonte, matador de toros (1935), escrita pelo jornalista e escritor Manuel Chaves Nogales, não sabia que o livro estava esgotado nas livrarias espanholas. Promessa é dívida; pensa ele.

A última edição que chegou ao mercado editorial espanhol data de 2009, e foi a que ele enviou a ela com alegria, no dia 5 de março de 2018. O exemplar destinado à jovem brasileira tinha sido um presente pessoal de um editor catalão para ajudá-lo a preparar o artigo De peito aberto dedicado a Manuel Chaves Nogales (1857-1944) que ele estava elaborando.

Em uma livraria renomada, que o jovem frequenta em Madri, lhe disseram um dia, com contundência: “A gente te consegue outro exemplar da biografia de Juan Belmonte (1892-1962). Pode enviar seu exemplar para a bela jovem brasileira”.

Dito e feito!

Com uma borracha na mão, ele passou dias apagando as notas que tinha feito nas margens das páginas, por capricho profissional.

O tempo passou… No entanto, sua inquietude aumentava diariamente, porque o livro não chegava à destinatária brasileira, e a livraria espanhola também não encontrava nenhum exemplar da obra. Nem de segunda mão. Tudo esgotado!

Ele deixou de pensar no assunto e começar de zero. Decidiu perdoar o correio brasileiro e a livraria espanhola. Pensava na próxima correspondência e em como conseguir dois novos exemplares da biografia do toureiro Juan Belmonte.

Meses depois, no dia 10 de maio, a livraria lhe chamou e disse: “Jovem, encontramos um exemplar da biografia do Belmonte. Uma edição de 1970, em dois volumes, com uma entrevista “extra” com o toureiro, realizada em 1954, oito anos antes dele se suicidar. Aqui está”.

Exatamente, dez dias depois, no dia 18 de maio, a jovem brasileira informa que a biografia do toureiro escrita por Chaves Nogales chegou ao destino, depois de passar 73 dias vagando pelo Brasil.

A vida é mágica, pensou ele.

E ficou “feliz” por todos. ●

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Literatura

Maria-fumaça e caminhoneiros

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Abandonar o transporte ferroviário brasileiro foi um suicídio anunciado. /Foto: Associação Brasileira de Preservação Ferroviária

Por Jairo Máximo

Madri, Espanha – (Blog do Pícaro) – Quando ele era criança seu avô materno Jorge Pereira dos Santos ―negro, alto, forte e culto―, era maquinista na Central do Brasil da histórica maria-fumaça, que fazia o trajeto ferroviário São Paulo―Rio de Janeiro e parava em Mogi das Cruzes, motor econômico do Alto Tietê.

Quantas vezes aquele menino fraco e branquinho, que gostava de vestir calça curta e meia três-quartos, foi com o avô ao Rio e a São Paulo. Para ele, aquelas “viagens” eram um sonho. (Ainda não tinha tomado LSD). Na ingenuidade infantil pensava que era possível chegar a todos os lugares do país e do mundo de trem. Entre uma estação e outra o avô lhe dizia: “quando você crescer o Brasil inteiro estará ligado por ferrovias. É a melhor maneira de transportar gente e mercadoria”.

O avô falava ―nos anos 60 do século XX― com tanta segurança e com palavras tão bonitas que no final das contas aquele menino viajante cresceu pensando assim. E continua pensando identicamente assim… ●

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Política

Noticias falsas en el frente

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“El lector”, Ferdinand Hodler. / Museo Thyssen-Bornemisza.

Por Jairo Máximo

Pikaronarua Madrid, España ─(Blog do Pícaro)─ Hablar de noticias falsas es estar a la última. Sólo hace falta estrenar en la tele Operación Triunfa la Noticia Falsa. Desde Ucrania hemos visto en directo el regreso del resucitado Arkadi Babckenko, ex-militar y periodista ruso, también conocido como el falso asesinado.

“En la morgue me lavé la sangre de cerdo”, informó Babckenko. Incluso reveló que vio en la tele cómo ensalzaban su figura. Medalla de oro para él.

Desde adviento de la prensa el contagioso virus de la noticia falsa ha estado al acecho de mentes y redacciones vulnerables. Actúa con nocturnidad y alevosía. Infecta a periodistas, empresarios, políticos e internautas desaprensivos y sin escrúpulos que procuran sacar tajada ─política, económica o personal─ mercantilizando un falso hecho.

Sus potenciales víctimas son los receptores de la información que, como siempre, deben estar atentos a las informaciones que se les ofrecen, en particular las gratuitas.

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The Front Page

En 1931, el cineasta Lewis Milestone realizó la primera adaptación de la actualísima pieza teatral “The Front Page”, de Ben Hecht y Charles MacArthur, que por aquél entonces ya advertía con maestría que la noticia falsa era un instrumento al alcance de capacitados profesionales.

En 1940, fue Howard Hawks quien hizo otro remake de la misma, la cual tituló “Luna Nueva”. Décadas después, en 1974, fue el turno de Billy Wilder hacer “Primera Plana”. Asimismo, en 1988, Ted Kotcheff, hizo la cuarta versión, “Interferencias”.

Con humor y tocando diversas teclas sociales, la pieza teatral “The Front Page” habla de un “accidente” que la prensa trata como si fuera un “asesinato”. Reina la noticia falsa, según el interés de cada periodista y su respectivo medio de comunicación.

Lo que aprendemos con estas imprescindibles películas es que la noticia falsa siempre ha existido. Nada nuevo. Auto inmunizarse es preciso. Contrastar la información con otros canales de información es la única medicina para que no seamos víctimas de este maligno virus.

Lectores, mucho cuidado con él. Fake news en el frente de guerra. ♠

Nota del autor: Artículo publicado en la ACPE

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