Arte e Cultura

Mauricio Villaça en bruto

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Mauricio Villaça fue uno de los precursores del Street art brasileño / Foto: Jorge Beraldo (Archivo Blog do Pícaro)

“Desde la prehistoria el hombre habla, come, baila y hace grafiti”.  (Mauricio Villaça, artista plástico brasileño)

Por Jairo Máximo

Madrid, España ─ (Blog do Pícaro) ─ Los primeros grafitis artísticos que llamaron mi atención, a finales de los años 70 y principios de los años 80 del siglo pasado, fueron realizados en las calles de São Paulo por los precursores del street art en Brasil, los artistas plásticos Alex Vallauri, Waldemar Zaidler, Carlos Matuck, Hudnilson Jr., John Howard, Julio Barreto, Ozi y Mauricio Villaça, entre otros.

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Obra de Mauricio Villaça, años 80 del siglo XX.

El Street art en Brasil arranca  en 1978. La ciudad de São Paulo ─fue y es─ la cuna de este movimiento. En sus orígenes algunos de sus precursores hasta llegaron a ser encarcelados. Por aquel entonces la dictadura militar brasileña (1964-1985) era muy diligente.

Actualmente, en Brasil, desde 1988, se celebra el día 27 de marzo como el Día Nacional del Grafiti, fecha de la muerte del artista plástico Alex Vallauri.

“Mi intención es engalanar la ciudad, transformar el paisaje urbano con un arte vivo, popular, en el cual las personas participen”, decía Alex Vallauri (1949-1987).

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Obra de Mauricio Villaça, años 80 del siglo XX.

En enero de 1990, entrevisté en São Paulo a Mauricio Villaça, uno de los precursores del movimiento street art brasileño, considerado maestro en la utilización del esténcil. Por aquel entonces el artista tuvo la generosidad de transformar su casa en una galería de arte denominada Art Brut, un punto de encuentro de la vanguardia artística brasileña afincada en la gran urbe. En 1993, Mauricio Villaça murió víctima del SIDA, dejando un legado aún por descubrir, aunque el artista quemó antes de su fallecimiento, casi el 80% de su producción artística.

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Obra de Mauricio Villaça, años 80 del siglo XX.

La entrevista exclusiva, destinada a la desaparecida agencia de noticias española Imagen Press, no fue publicada en su momento, y las palabras del artista se las llevó el viento, en un tiempo en que la computadora e Internet eran una quimera. Sin embargo, la imagen gráfica de aquél encuentro se quedó. Era inédita hasta este post. •

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Obra de Mauricio Villaça, 1988, que se podía encontrar en las calles de São Paulo.

Postal de Mauricio Villaça, de la serie Grafiti la Vida. / Archivo Blog do Pícaro.

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Postal de Mauricio Villaça, de la serie Grafiti la Vida. / Archivo Blog do Pícaro.

Catálogo de la exposición Electro Grafiti, de Mauricio Villaça, realizada a finales de los años ochenta del siglo pasado en São Paulo / Archivo Blog do Pícaro.

 

 

 

 

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Arte e Cultura

“O INSTITUTO CERVANTES É UMA CASA ABERTA”

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Juan Manuel Bonet Planes, diretor do espanhol Instituto Cervantes em Madri. / Foto: Instituto Cervantes

por Jairo Máximo

MADRI, Espanha ― (Blog do Pícaro) ― Juan Manuel Bonet Planes (Paris, França, 1953) Escritor, poeta e crítico de arte e literatura. Tem publicados diversos livros de poemas, ensaios e monografias. Foi curador de importantes exposições e organizador de mostras e retrospectivas que sempre levam sua particular marca de identidade. Também foi diretor do Instituto Valenciano de Arte Moderna e do Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia de Madri. Atualmente é diretor do espanhol Instituto Cervantes, mas antes disso dirigiu o Cervantes em Paris. Nesta entrevista exclusiva, concedida em Madri, Bonet afirma: “Chego ao Cervantes para aportar ideias novas”.

Desde criança você vive na vanguarda intelectual?
―Sim. Nasci numa família na qual a arte e a cultura são uma tradição. O meu pai falava que a mãe escrevia, que o seu pai militar pintava e que um familiar de Lugo, na Galícia, Evaristo Correa Calderón (1899-1986), que eu conheci quando ele era idoso, era vanguardista. Correa Calderón era amigo de Jorge Luis Borges, e foi ele quem introduziu a vanguarda em Lugo. No meu livro Dicionário das Vanguardas na Espanha, 1907―1936, que lancei em 1995, falo das vanguardas que conheci. Deste homem de Lugo, Correa Resultado de imagen de portada del libro diccionario de las vanguardias españolasCalderón, meu tio-avô, que na sua juventude madrilenha participou, no Café de Pombo, da tertúlia organizada pelo escritor e jornalista Ramón Gómez de la Serna, emblema da vanguarda espanhola. Ele contava que José Gutiérrez Solana, que imortalizou a tertúlia no quadro A Tertúlia do Café de Pombo (1920),fez um retrato a óleo dele, em 1921, que ele nunca conseguiu comprar porque a obra de Solana era muito cara. Também tinha a sua relação com Borges, porque nas obras completas de Borges, editadas em francês, Correa Calderón aparece como um dos signatários de um poema coletivo. Daí vem a tradição. Meu pai Antonio Bonet Correa ―historiador e catedrático―, primeiro estudou na Universidade de Santiago de Compostella; depois ampliou os estudos em Paris, onde nasci. Na capital francesa ele se relacionou com escritores e pintores. Em 1958 regressou à Espanha e aqui continuou relacionando-se com pintores e escritores. Portanto, desde criança vivi na vanguarda intelectual.

Que luxo!
―Claro! Lembro-me da época quando o meu pai dirigia o Museu de Belas- Artes de Sevilha, além de editar algumas páginas do ativo e crítico jornal El Correo de Andalucía. Foi nestas páginas onde eu comecei a escrever.

Que menino mais precoce…
(risos)- E para que não falassem que era um protegido assinava com outro nome.

Com pseudônimo?
―Sim. Juan de Hix, em referência a Hix, uma pequena cidade da Sardenha francesa, onde nasceu a minha avó materna. Nesta época eu também pintava, mas para sorte da pintura abandonei o intento.

(risos) Mas ganhou à poesia, a crítica artística e literária, a curadoria de arte contemporânea.
―Isso foi dos 13 aos 18 anos, quando comecei a escrever poesia. Depois trabalhei durante duas temporadas de verão no Museu de Arte Abstrato Espanhol de Cuenca. Foi o primeiro museu com o qual me relacionei. A partir deste momento, pouco a pouco, comecei a me dedicar a escrever sobre arte. Em seguida fui o primeiro diretor-artístico da galeria de arte madrilenha Buades. Nesta mesma época colaborei com vários meios de comunicação espanhóis. Atualmente colaboro com o diário espanhol ABC. Durante uma época da minha vida escrevi muitas críticas de arte e literárias, no entanto, hoje em dia não escrevo mais críticas.

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Museu Provincial de Teruel, instituição cultural criada em 1955.

Quando começou sua aproximação -profissional- aos museus contemporâneos mais importantes da Espanha?
―O primeiro museu com o qual eu me vinculei foi o Museu da Província de Teruel, onde realizavam muitas exposições relacionadas com o surrealismo. Foi neste momento quando comecei a estudar as velhas vanguardas pictóricas, o cubismo, o surrealismo, o ultraismo etc. O movimento Ultraismo (1818-1925) é um tema que sempre me interessou muito. Era como o modernismo brasileiro. Na continuação, o escultor canário Martín Chirino, fundador do Centro Atlântico de Arte Moderna, me convidou para pertencer ao conselho assessor da instituição.

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O Centro Atlântico de Arte Moderna, inaugurado em 1974, é o principal museu de arte contemporânea de Canárias.

Lá fui curador de uma bela exposição denominada Surrealismo entre o Velho e o Novo Mundo (1989), que contava como durante a 2ª Guerra Mundial o surrealismo atravessou do Velho para o Novo Mundo ―Cuba, México, Estados Unidos― tendo as Ilhas Canárias como um ponto de encontro, um cruzamento de caminhos entre Europa, África e América. Foi fascinante investigar uma época tão particular. Foi no Centro Atlântico onde aprendi muito como funciona um museu. Em seguida, me convidaram para dirigir o jovem e experimental Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM), que conta com uns aspectos que para mim são fascinantes.

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O Instituto Valenciano de Arte Moderna, fundado em 1989, tem como objetivo a investigação e a difusão da arte moderna e contemporânea.

Trabalhei ali proporcionando minha experiência pessoal, somando uma perspectiva artística interna. Realizamos uma exposição sobre o Ultraismo, que até aquele momento os museus não tinham se fixado muito nele, era um movimento poético que tinha Guillermo de Torre, Salvador Dalí, Rafael Barradas, entre outros, em suas trincheiras. O meu trabalho no IVAM foi um pouco ir espanhalizando, em alguns aspectos; e iberoamericanizando, em outros. Foi uma época na qual também me interessei muito pelas coisas do Novo Mundo. Tenho boas recordações do IVAM. Foi uma ótima aprendizagem. Além disso, foi ali onde coloquei em marcha a grande exposição brasileira Brasil 1920-1950. De la antropofagia a Brasilia. Essa exposição começava na Semana de Arte Moderna de 1922, origem do modernismo brasileiro, e acabava na colocação da primeira pedra da construção de Brasília. Mescle diferentes disciplinas artísticas ―pintura, arquitetura, fotografia, cinema, música, dança, literatura. Expus quadros de Cícero Dias, Tarsila do Amaral e Di Cavalcanti; mostrei planos de jardins de Burle Marx; maquetas de edifícios de Oscar Niemeyer; exemplares da revista Klaxon; manuscritos de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Murilo Mendes; coloquei música ambiental de Heitor Villa-Lobos e, inclusive, exibi a primeira produção cinematográfica brasileira de vanguarda São Paulo ―Sinfonia da Metrópole, 1929, dirigida por Rodolpho Lustig e Adalberto Kemeny, uma visão cotidiana da cidade de São Paulo, e que nunca entrou nos circuitos comerciais. É um tipo de exposição pela qual me apaixonei porque conta um pouco à vida intelectual dos artistas e da cidade como um marco. Quando foi inaugurada a exposição eu já não estava como diretor do IVAM.

Estava no trem-bala de viagem à capital espanhola?

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O Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia é um dos museus mais importantes da Espanha. / Foto: Jairo Máximo

―(risos) Ainda não existia o trem-bala. No Museu Nacional Centro de Arte Rainha Sofia de Madri não me esqueci do Brasil. Comprei muita arte brasileira: Tarsila do Amaral, Tunga, Beatriz Milhazes. Solidifiquei muito a coleção do museu Rainha Sofia. Naquela época tínhamos bastante dinheiro para comprar obras de artistas consagrados: Salvador Dalí, Juan Gris, Joan Miró. Fiz exposições de arte contemporânea, de fotografia e de outras disciplinas artísticas que não tinham sido realizadas na Espanha com grandiosidade, como é o caso da mostra do espanhol Ramón Gómez de la Serna (1888-1963), Homem orquestra das vanguardas; retrospectivas de José Gutiérrez Solana, o pintor das tertúlias do Café de Pombo; do escultor e pintor Alberto Sánchez Pérez; dos pintores Ramón Gaya e Juan Manuel Díaz-Caneja. Fiz todo àquilo que estava ao meu alcance. Naquele momento o Museu Rainha Sofia não tinha tanta autonomia como tem hoje em dia. Tinha uma responsabilidade de um discurso mais institucional.

Depois do Museu Rainha Sofia, no que você trabalhou?

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Antropofagia, 1929, obra da brasileira Tarsila do Amaral.

―Trabalhei em casa, uma coisa que eu gosto muito de fazer. Nesta época recebi uma encomenda da espanhola Fundação Juan March para organizar a primeira grande mostra na Espanha da artista brasileira Tarsila do Amaral (1886-1973), umas das máximas figuras das vanguardas latino-americanas e símbolo do modernismo brasileiro. A exposição foi inaugurada em 2009 em Madri e, em 2011, foi exposta em São Paulo, na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP).

Até agora este é o meu último projeto brasileiro em um museu. Resultado de imagen de portada del libro fervor de la metrópoli, de juan manuel bonet, Dan Galeria Em seguida, surgiu à possibilidade de realizar uma parceria com a Dan Galeria, de São Paulo. Uma visão de São Paulo realizada por mim e pelo fotógrafo e pintor espanhol José Manuel Ballester. O título da obra que acabamos de publicar é Fervor de Metrópoli, que é una combinação de Fervor de Buenos Aires, primeiro livro de poemas de Borges, de 1923, e o filme São Paulo, Sinfonia da Metrópole, de 1929, que te comentei antes. Esse é o último capítulo da minha historia com o Brasil. Nestes anos no qual passei ―sem museus― realizei trabalhos como esse do Brasil. Contudo, em 2012, apareceu à oportunidade de dirigir o Instituto Cervantes de Paris.

Como você cruzou os montes Pirineus com destino a Paris: de carro, trem, avião, esquiando ou a pé?
―(risos) De repente. A minha mãe Monique estava sempre falando, oh! Juan Manuel, você tem que trabalhar algum dia na França. Então, me apresentei a um concurso público para uma vaga no Instituto Cervantes de Paris e fui escolhido. Estive ali mais de quatro anos. Foi à única vez em que morei de verdade na minha cidade natal, de onde sai quando tinha três anos.

Um reencontro memorável.
―Sim. Morar de verdade em Paris. Com seus problemas. Inclusive em 2015 vivi os atentados jihadistas ao semanário satírico Charlie Hebdo e a sala de espetáculos Bataclan e cafeterias.

Considera que o atentado contra Charlie Hebdo que matou 12 pessoas no dia 7 de janeiro de 2015 evidenciou que o humor mata sem contemplação.
―Sim. Inclusive tivemos que reforçar a segurança das dependências do Instituto Cervantes. Paris reagiu muito bem pós-atentado. O povo francês e o governo deram um exemplo de unidade. Mas mesmo assim criou-se um estado bastante especial. Geraram e causaram muitos problemas. Apareceram gretas. O turismo caiu muito em Paris.

Insituto Cervantes

Sede central do Instituto Cervantes em Madri. / Foto: Jairo Máximo

O que você sentiu quando te avisaram que seria o novo diretor do emblemático Instituto Cervantes, uma instituição criada pela Espanha em 1991 para promover e ensinar o espanhol e para difundir a cultura da Espanha nos cinco continentes?
―Uma mescla de surpresa, honra e responsabilidade. É um desafio. Sou a primeira pessoa que antes de ser diretor da Rede dirigiu uma sede. Considero que isto me proporciona um conhecimento prévio de como é a estrutura da casa. Chego para aportar ideias frescas a uma estrutura que funciona bem. Uma das instituições mais valorizadas espanholas. Quero retornar um pouco a ideia de que a própria central mande coisas de qualidade às suas sedes. Igualmente, considero que quanto às artes plásticas, está um pouco pobre, porque se olhamos bem, muitas vezes, estamos em função do que se pode fazer a escala local. Quando o Instituto Cervantes entrou em funcionamento ele era mais espanhol, entretanto, hoje em dia é um lugar no qual qualquer ibero-americano o sente como um lugar próprio. Em Paris fizemos muitas atividades com os argentinos, peruanos, mexicanos etc. Isso é algo que temos que continuar fazendo. Qualquer diretor do Cervantes sabe isto: o Instituto Cervantes é uma casa aberta para todos.

Posso considerar que a exposição Panóptica (1973-2011), do desenhista de HQ e ilustrador espanhol Max, que foi exposta com êxito em Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador é a linha de trabalho que pretendes seguir?
―Esta exposição era muita boa. É um exemplo de que sim é possível organizar uma exposição que saia daqui da sede central e visite outros centros Cervantes dos cinco continentes. Estamos fortalecendo muito a razão de ser ibero-americana do Cervantes. É uma coisa que está…

No DNA do Cervantes?
―Sim. A primeira exposição da minha gestão é Retorno a Max Aub (1903-1972) dedicado ao novelista, dramaturgo e poeta hispânico-mexicano de origem judeu alemão Max Aub, o eterno judeu errante da nossa literatura.

“Retorno a Max Aub” ofrece un recorrido por la vida y obra creativa del novelista, poeta, cuentista, antólogo, ensayista, crítico y hasta falso pintor.

O que você pensa da arte do grafite?
―Considero que as fronteiras entre a arte popular e arte não são estagnadas. No Instituto Cervantes de Paris eu organizei uma exposição do grafiteiro francês El Tono, que faz uns grafites geométricos que eu gosto muito. O artista plástico Basquiat começou grafitando nos muros de Nova York e hoje em dia suas obras estão supervalorizadas. Nas minhas recentes viagens ao Brasil encontrei belos grafites em São Paulo e no Rio de Janeiro. Alguns deles muito interessantes que mesclam Tarsila do Amaral, com influência pop, com influência indígena.

O que você pensa do populismo em alça na América e aqui na Europa?
―É preciso contemplá-lo com muita preocupação. Seja de um extremo ou de outro.

Por que no começo da entrevista você falou: “o Ultraismo era como o Modernismo brasileiro”?
―Porque no Brasil vocês consideram a Semana de Arte Moderna como o início de um movimento, enquanto que aqui na Espanha, como em seguida surgiu à denominada geração de 27 ―Lorca, Luis Cernuda, Vicente Aleixandre, Rafael Alberti, e outros― os ultraistas que eram verdadeiramente vanguardistas foram um pouco marginalizados. Mas eu considero que eles são muito importantes. Inclusive em 2012 publiquei uma antologia de poesia ultraista titulada Las cosas se han roto, que é um verso do poema “Chuva”, do poeta ultraista espanhol Pedro Garfias. Menciono as referências brasileiras porque na grande revista de vanguarda brasileira Klaxon, aparece colaborações do líder do ultraismo Guillermo de Torre. Os ultraistas utilizavam muito a metáfora como expressão de metáforas. Mais ou menos o que faziam os brasileiros Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Luis Aranha. Aliás, em 2012 fiz o prólogo da tradução ao espanhol  do livro de poema Cocktails, do diplomata e poeta Luis Aranha.

Como você descobriu ―intelectualmente― o Brasil?

EPSON MFP image ―No começo da década setenta do século passado na casa dos meus pais lendo com avidez exemplar antigos da Revista do Brasil, que a embaixada brasileira editava aqui na Espanha quando o poeta e escritor João Cabral de Melo Neto era membro do corpo diplomático. Ali apareciam poemas de Mário de Andrade, Raúl Bopp, Murilo Mendes, entre outros. Depois fui descobrindo mais coisas sobre o Brasil a base de encontrar livros antigos. Comecei a comprar livros de João Cabral de Melo Neto, de Oswald de Andrade, de Mário de Andrade, que tinham sido publicados em Barcelona por Cabral de Melo, porque quando ele foi vice-cônsul em Barcelona, nos anos 40, ele tinha uma pequena gráfica na sua casa. Editava livros de sua autoria, de brasileiros ―Manoel Bandeira, Cecília Meirelles, Murilo Mendes― e de espanhóis. Ele era um poeta impressor e mantinha amizade com o pintor Joan Miró e com poeta Joan Brossa. Tenho bastante destes livros. Um deles é Resultado de imagen de joão cabral de melo netouma relíquia de Cabral de Melo com capa de Miró. Cabral de Melo é uma pessoa que teve uma grande importância entre os dois países. Um mensageiro. Dos autores espanhóis que ele publicou está Brossa, Joan Pons ―que emigrou ao Brasil―, como tantos outros vanguardistas espanhóis. Existe um caminho brasileiro na vanguarda espanhola. Quem sabe eu faça uma exposição, desde aqui da sede do Instituto Cervantes, para mostrar esse diálogo. Esse ponto de conexão. Sempre me interessei muito pelo Brasil.

Sei que você está escrevendo um novo livro. Do que se trata?
―Arte brasileira. É uma encomenda de uma editora francesa e vou intitulá-lo Maravilha. Será um livro com o mesmo espírito da exposição que fiz no IVAM sobre arte brasileira: Brasil 1920-1950. De la antropofagia a Brasilia. Mesclar um pouco de tudo: música, fotografia, artes plásticas, literatura, arquitetura etc. Neste livro abordarei coisas do Brasil que fui conhecendo ―direta ou indiretamente― nas doze cidades brasileiras que conheço pessoalmente. Por exemplo, em São Paulo, descobri no restaurante Dalvo e Dita, de Alex Attala, um painel de azulejos fantásticos de autoria do pintor, escultor e arquiteto carioca Athos Bulcão. São coisas assim que vou abordar no livro.

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Azulejos de Athos Bulcão.

Você é um homem feliz?
―Sim, com moderação. Trabalho naquilo que gosto. Tenho uma família, mulher e filhos, com quem sou muito feliz. Também fomos felizes em Paris, porque defender os valores da Espanha e dos países irmãos na França é muito interessante. Neste momento estou feliz de me reencontrar com Madri. Um sempre está dividido: onde estou? de que lugar venho? ●

N. do A. – Entrevista publicada em espanhol na revista El Siglo de Europa.

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No livro Via labirinto: poesia (1978-2015) Juan Manuel Bonet reúne seus poemas, que recopila 37 anos de escrita.

 

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“EL CERVANTES ES UNA CASA COMÚN”

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Juan Manuel Bonet Planes en Madrid / Foto: Instituto Cervantes

Por Jairo Máximo

MADRID, España (Blog do Pícaro) ― Juan Manuel Bonet Planes (París, Francia, 1953) es escritor, poeta y crítico de arte y literatura. Tiene publicados diversos poemarios, monografías, ensayos y un dietario. Ha comisariado varias exposiciones y organizado muestras y retrospectivas con su particular sello de identidad. Ha sido director del Instituto Valenciano de Arte Moderno y del Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía de Madrid. Actualmente es director del Instituto Cervantes en Madrid, pero antes dirigió el Cervantes de París. En esta entrevista exclusiva, concedida en Madrid, Bonet afirma: “Llego al Cervantes para aportar ideas frescas”.

¿Has vivido desde niño en la vanguardia intelectual?
―Sí. He nacido en una familia en la cual el arte y la cultura han sido una tradición. Mi padre hablaba que su madre escribía, que su padre militar pintaba y que un familiar suyo de Lugo, Evaristo Correa Calderón (1899-1986), que yo lo conocí ya mayor, era vanguardista. Correa Calderón era amigo de Jorge Luis Borges, y fue él quien introdujo la vanguardia en Lugo.Resultado de imagen de portada del libro diccionario de las vanguardias españolas En mi Diccionario de las Vanguardias en España, 1907 1936, que publiqué en 1995, hablo de las vanguardias que conocí. De este hombre de Lugo, Correa Calderón, mi tío abuelo, que en su juventud madrileña había participado en el histórico Café de Pombo de la tertulia de Ramón Gómez de la Serna, figura central de la vanguardia española. Él contaba que José Gutiérrez Solana, que inmortalizó la tertulia en el cuadro La Tertulia del Café de Pombo (1920), le había hecho en 1921 un retrato al óleo que él no pudo nunca comprar porque la obra de Solana era muy cara. También está su relación con Borges, porque en las obras completas de Borges, editadas en francés, Correa Calderón aparece como uno de los firmantes de un poema automático colectivo. De ahí viene la tradición. Mi padre ―Antonio Bonet Correa ―historiador y catedrático― primero estudió en la Universidad de Santiago de Compostela; después continuó estudios en París, dónde nací. Allí contactó con escritores y pintores. En 1958 volvió a España y aquí siguió frecuentando a pintores y escritores. Entonces, desde niño viví en la vanguardia intelectual.

¡Qué lujo!
―¡Claro! Me acuerdo de la época de Sevilla cuando mi padre dirigía el Museo de Bellas Artes de Sevilla, además de unas páginas del activo y crítico periódico El Correo de Andalucía. Fue en esas páginas donde yo comencé a escribir.

Que niño precoz…
―(risas) Para que no dijeran que yo era un enchufado firmaba con otro nombre.

¿Con pseudónimo?
―Sí. Juan de Hix, en referencia a Hix, un pueblo de la Cerdaña francesa, donde nació mi abuela materna. En esta época yo también pintaba pero por suerte para la pintura lo dejé.

(risas) Pero ganó la poesía. Ganó la crítica artística y literaria. Ganó el comisariado del arte contemporáneo.
―(risas) Eso fue de los 13 a los 18 años cuando empecé a escribir poesías. Tardé bastante en publicar porque escribía crítica de arte. Posteriormente trabajé durante dos veranos en el Museo de Arte Abstracto Español de Cuenca. Fue el primer museo con el cual tuve que ver. A partir de entonces poco a poco pasé a dedicarme a escribir sobre el arte. Luego fui el primer director artístico de la extinta galería madrileña Buades (1973-2003). Allí estaban Pérez Villalta, Carlos Alcolea, Manolo Quejido, Navarro Bakldeweg, Miguel Navarro. También estuve en El País en sus inicios y en el desaparecido Diario 16. Últimamente colaboro con el diario ABC. Durante una época de mi vida escribí muchas críticas de arte y literatura, sin embargo, hoy en día ya no las hago.

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Museo Provincial de Teruel, institución cultural creada en 1955.

¿Cómo empieza su acercamiento, en plan profesional, a los museos contemporáneos más importantes de España?
―El primer museo al que me vinculé fue el Museo Provincial de Teruel. Allí había muchas exposiciones que tenían que ver con el surrealismo. En eso momento me puse a estudiar las viejas vanguardias pictóricas, el ultraísmo ―herencia familiar de mi tío abuelo―, el surrealismo. El movimiento Ultraísmo (1818-1925) es un tema que siempre me interesó. Era como el Modernismo brasileño. Después el escultor canario Martín Chirino, que fundó el Centro Atlántico de Arte Moderno (CAAM), me invitó a participar del consejo asesor de la institución.

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El Centro Atlántico de Arte Moderno, inaugurado en 1974, es el principal museo de arte contemporáneo de Canarias.

Allí fui comisario de una exposición preciosa Surrealismo entre el Viejo y el Nuevo Mundo (1989), que contaba como el surrealismo pasó durante la Segunda Guerra Mundial del Viejo al Nuevo Mundo ―Cuba, México, Estados Unidos―, teniendo Canarias como un punto de encuentro, un cruce de caminos entre Europa, África y América. Fue fascinante investigar una época tan particular. Fue allí donde aprendí mucho sobre lo que es un museo. A continuación me propusieron dirigir el joven y experimental Instituto Valenciano de Arte Moderno (IVAM), dotado de aspectos que me parecen fascinantes.

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El Instituto Valenciano de Arte Moderno, fundado en 1989, tiene como objetivo la investigación y difusión del arte moderno y contemporáneo.

Trabajé allí, entre 1995 y 2000, aportando mi experiencia personal, añadiendo una mirada interna. Hice en compañía de Carlos Pérez una exposición El ultraísmo y las artes plásticas (1997) porque hasta aquel momento los museos no lo habían mirado mucho, era un movimiento poético que tenía en sus filas a Guillermo de Torre, Dalí, Barradas, Vicente Huidobro, entre otros. En síntesis, mi trabajo en el IVAM fue un poco ir españolizando, en algunos aspectos; e iberoamericanizando, en otros. Fue una época en la cual también me fijé muchísimo en cosas del Nuevo Mundo. Tengo un buen recuerdo del IVAM. Fue un buen aprendizaje. Además, fue donde allí puse en marcha la gran exposición brasileña Brasil 1920-1950. De la antropofagia a Brasilia (2000) comisariado por Jorge Schwartz. Esa exposición empezaba en la Semana de Arte Moderno de 1922, realizada en São Paulo, que dio origen al modernismo brasileño, y acababa en la primera piedra de la construcción de Brasilia. Mezclé distintas disciplinas artísticas: pintura, arquitectura, fotografía, cine, música, danza. Cuadros de Cícero Dias; Tarsila do Amaral y Di Cavalcanti; planos de jardines de Burle Marx; maquetas de edificios de Oscar Niemeyer; ejemplares de la revista Klaxon; manuscritos de Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Murilo Mendes; músicas de Heitor Villa-Lobos e, incluso, la exhibición de la película brasileña de vanguardia São PauloSinfonia da Metrópole (1929), que es una visión cotidiana de la ciudad de São Paulo. Es un tipo de exposición a la cual yo me aficioné porque cuenta un poco la vida intelectual de los artistas y de la ciudad como marco. Cuando se inauguró la exposición yo ya no estaba como director del IVAM.

Estaba en el AVE de camino a la Villa y Corte de Madrid.

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El Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía es uno de los museos más importantes de España. / Foto: Jairo Máximo

―(risas) Todavía no había AVE. En el Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía de Madrid no me olvidé tampoco de Brasil. Compré mucho arte brasileño: Tarsila de Amaral, Tunga, Beatriz Milhazes. Consolidé mucho la colección del museo Reina Sofía. Hubo bastante dinero para comprar obras de artistas consagrados: Salvador Dalí, Juan Gris y Joan Miró. Hice exposiciones de arte contemporáneo, de fotografía y de otras disciplinas que no se habían hecho en España en plan grande, como una muestra del escritor y periodista Ramón Gómez de la Serna Puig (1888-1963), Hombre orquesta de la vanguardia; retrospectivas de José Gutiérrez Solana, el pintor de las tertulias del Café de Pombo; del pintor y escultor Alberto Sánchez Pérez; del pintor Ramón Gaya; del pintor Juan Manuel Díaz-Caneja. Hice lo que pude. El Museo Reina Sofía era un museo más o menos encorsetado. No tenía tanta autonomía como ahora. No era tan experimental. Tenía más la responsabilidad de un discurso canónico.

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Antropofagia (1929), obra de la brasileña Tarsila do Amaral.

Y después del Reina Sofía, ¿qué?
―Trabajar en casa, cosa que me gusta mucho. En esta época recibí el encargo de la Fundación Juan March para organizar la primera gran muestra de la brasileña Tarsila de Amaral (1886-1973), una de las máximas figuras de las vanguardias latinoamericanas y emblema del modernismo brasileño. La exposición fue inaugurada en 2009 y hasta ahora es mi último proyecto brasileño en un museo. En seguida surgió la posibilidad de realizar un proyecto conjunto con la Dan Galería, de São Paulo. Una visión de São Paulo hecha por mí y por el fotógrafo y pintor español José Manuel Ballester. El título de la obra que acabamos de publicar es Fervor de Metrópoli, que es una mezcla de Fervor de Buenos Aires, primer libro de poemas de Borges, de 1923,  y la película São Paulo, Sinfonía da Metrópoli, de 1929, de la que te he hablado antes. Ese es el último capítulo de mi historia con Brasil. En estos años que yo pasé sin los museos, hice trabajos como ese de Brasil. Con todo, en 2012, llegó la oportunidad de dirigir el Instituto Cervantes de París.

¿Cómo cruzaste los Pirineos: carretera, tren, avión, esquiando o a pie?
―(risas) De repente. Mi madre Monique estaba siempre diciendo, ¡oh Juan Manuel!, tendrías que trabajar alguna vez en Francia. Entonces me presenté a concurso a una plaza en el Instituto Cervantes de París y fui escogido. Estuve cuatro años largos. Fue la única vez que he vivido de verdad en mi ciudad natal, de donde había salido cuando tenía 3 años.

Un reencuentro a lo grande.
―Sí. Vivirla de verdad. Con sus problemas. Me tocó vivir en 2015 los atentados yihadistas al semanario satírico Charlie Hebdo y a la sala de espectáculos Bataclan y terrazas.

¿Y qué ha pasado?
―Supuso reforzar la seguridad del Instituto. París ha reaccionado muy bien. El pueblo francés y el gobierno dieron un ejemplo. No obstante, ha creado un estado muy especial. Ha bajado mucho el turismo en París. Ha generado y creado muchos problemas. Ha habido fisuras.

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Sede del Instituto Cervantes en Madrid. / Foto: Jairo Máximo

¿Qué has sentido cuando te notificaron que eras el nuevo director del Instituto Cervantes ―institución creada por España en 1991 para promover y enseñar el español y para difundir la cultura de España en cinco continentes?
―Una mezcla de sorpresa, honor y responsabilidad. Soy la primera persona que antes de ser director de la Red, dirigió una sede. Creo que eso me da un conocimiento previo de como es la estructura de la casa. Llego para aportar ideas frescas a una estructura que funciona muy bien. Una de las instituciones más valoradas españolas. Quiero volver un poco a la idea de que la propia central está mandando cosas de mucha calidad a sus sedes. Asimismo, creo que en la parte de artes plásticas, está un poco más pobre, porque si te fijas, muchas veces, se queda en función de lo que puedas hacer a escala local. Cuando el Instituto Cervantes empezó a funcionar era más español, sin embargo, hoy es un lugar en el que cualquier iberoamericano lo siente como propio. En Paris hacíamos muchísima actividad con los argentinos, peruanos, mexicanos. Eso es algo que hay que seguir haciendo. Lo sabe cualquier director del Cervantes: este sitio es una casa común. Estamos reforzando mucho la condición iberoamericana del Cervantes. Es algo que está en…

¿El ADN del Cervantes?
―Sí. La exposición más inmediata de mi gestión es Retorno a Max Aub (1903-1972), destacado escritor hispano-mexicano de origen judío alemán. Después de todo lo que ha pasado con su nombre en Madrid. ¡Un absurdo! Por suerte los de Podemos y confluencias han rectificado; pero tarde y mal. Max Aub es el eterno judío errante de nuestra literatura.

“Retorno a Max Aub” ofrece un recorrido por la vida y obra creativa del novelista, poeta, cuentista, antólogo, ensayista, crítico y hasta falso pintor.

¿Qué piensa del populismo en alza en España y Latinoamérica?
―Hay que mirarlo con mucha preocupación. Sea de un extremo o de otro.

¿Crees que el populismo del Podemos español es una herencia genética del populismo bolivariano?
―No me dedico a política, por lo tanto, tengo que ser neutral. En lo que a mí me concierne, como ciudadano y persona que ha vivido la Transición española, el aspecto que me parece más sorprendente es la negación de la Transición. Los consensos fueron necesarios. Fue muy difícil porque había gente que había estado en las trincheras de la Guerra Civil (1936-1939). No se puede tirar por la borda. Me da pena que se intente eso. Eso es lo que diría al respecto. No quiero meterme mucho en la cuestión, porque, digamos, dirijo el Instituto Cervantes, que tiene que estar por encima del debate político, pero en ese aspecto soy un hombre que ha vivido la Transición y mi generación reivindica esa tradición de pactos, de reconciliación, del no al odio al adversario.

¿Por qué al principio de la entrevista me hablabas que “el Ultraísmo era como el Modernismo brasileño”?Resultado de imagen de portada del libro las cosas se han roto
―Es que en Brasil se considera la Semana de Arte Moderno, realizada entre el 11 y el 18 de febrero de 1922, como piedra fundacional de algo, mientras que en España, como en seguida vino la generación de 27 ―García Lorca, Luis Cernuda, Vicente Aleixandre, Rafael Alberti― los ultraístas que eran los verdaderamente vanguardistas fueron un poco marginados. Pero siempre les he considerado muy importantes. Inclusive en 2012 publiqué una antología de la poesía ultraísta titulada Las cosas se han roto que es un verso del poema Lluvia, del poeta ultraísta andaluz Pedro Garfias. Los ultraístas utilizaban mucho la metáfora como expresión de metáforas. Un poco lo que hacía los modernistas brasileños Mário de Andrade, Oswald de Andrade y Luis Aranha.

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En 2012 Juan Manuel Bonet hizo el prólogo del bilingue libro Cocktails, la única obra del modernista brasileño Luis Aranha publicada en 1984.

¿Cuándo descubriste Brasil?
―A principios de los años sesenta en la casa de mis padres leyendo con avidez antiguos ejemplares de la Revista do Brasil que editaba la Embajada de Brasil, en España, teniendo al poeta y escritor João Cabral de Melo Neto como vicecónsul en Barcelona, en los años 40. Allí aparecían poemas de Mário de Andrade, Raúl Bopp, Murilo Mendes, entre otros. Cabral de Melo era amigo del pintor Joan Miró, Resultado de imagen de portadas de libros de joão cabral de melo netodel poeta Joan Brossa, y tenía una pequeña imprenta en su casa. Era un poeta impresor. Hacia libros suyos, de brasileños y españoles. Tengo bastantes de esos libros, incluso uno de Cabral de Melo con portada de Miró. Él es alguien que tuvo gran importancia entre los dos países. Un mensajero. Quizá haga una exposición, desde el Instituto Cervantes, para mostrar ese diálogo. Ese punto de conexión. De brasileños que han venido aquí, y de españoles que han ido allá. Siempre me ha interesado Brasil.

¿Qué piensa del grafiti?
―Creo que las fronteras no son estancas entre el arte popular y arte. En el Instituto Cervantes de París hice una exposición del francés El Tono, que hace un grafiti geométrico que me gusta mucho. El extraordinario artista haitiano Basquiat empezó haciendo grafitis en las calles de de Nueva York.

¿Eres un hombre feliz?
―Moderadamente sí. Trabajo en lo que me gusta. Tengo una familia, mujer e hijos, con quién soy muy feliz. También hemos sido muy felices en París, porque defender los valores de España y de los países hermanos en Francia es muy interesante. En este momento estoy feliz de reencontrarme con Madrid. Uno está siempre dividido: ¿dónde estás? ¿de dónde eres? ●

Entrevista publicada en Acpe y revista El Siglo de Europa

Resultado de imagen de portada del libro Vila Labirinto, Juan Manuel Bonet

En 2015 Juan Manuel Bonet publicó Via labirinto: poesía (1978-2015) que recopila 37 años de escritura.

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