Literatura

Maria-fumaça e caminhoneiros

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Abandonar o transporte ferroviário brasileiro foi um suicídio anunciado. /Foto: Associação Brasileira de Preservação Ferroviária

Por Jairo Máximo

Madri, Espanha – (Blog do Pícaro) – Quando ele era criança seu avô materno Jorge Pereira dos Santos ―negro, alto, forte e culto―, era maquinista na Central do Brasil da histórica maria-fumaça, que fazia o trajeto ferroviário São Paulo―Rio de Janeiro e parava em Mogi das Cruzes, motor econômico do Alto Tietê.

Quantas vezes aquele menino fraco e branquinho, que gostava de vestir calça curta e meia três-quartos, foi com o avô ao Rio e a São Paulo. Para ele, aquelas “viagens” eram um sonho. (Ainda não tinha tomado LSD). Na ingenuidade infantil pensava que era possível chegar a todos os lugares do país e do mundo de trem. Entre uma estação e outra o avô lhe dizia: “quando você crescer o Brasil inteiro estará ligado por ferrovias. É a melhor maneira de transportar gente e mercadoria”.

O avô falava ―nos anos 60 do século XX― com tanta segurança e com palavras tão bonitas que no final das contas aquele menino viajante cresceu pensando assim. E continua pensando identicamente assim… ●

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